Desde criança, sempre me senti mais próxima dos idosos. A geriatria nasceu desse afeto e se confirmou quando cuidei da minha tia-avó, frágil e acamada por um câncer. Ali aprendi que escutar, estar presente e cuidar de verdade é capaz de curar todas as feridas.
Sou casada, cristã, mãe de duas filhas caninas (Flor e Rosa) e sonho em ter filhos. Sou introvertida, caseira e profundamente ligada aos meus pais e avós. Gosto do silêncio, da imaginação, de criar e me desafiar.
Não tenho medo de envelhecer nem de morrer, mas temo não ter tempo suficiente para viver meus sonhos e demonstrar, com intensidade, o amor que sinto. Acredito que é a finitude que torna a vida única e me sinto privilegiada por acompanhar meus pacientes em suas fases e fragilidades.
Sou ansiosa, determinada, perfeccionista e resiliente. Me envolvo com as histórias que cuido, pinto aquarela, faço jardinagem e, mesmo odiando atividade física mantenho meu corpo em movimento, pois sonho chegar aos 100 anos subindo o morro de uma praia ao lado dos meus netos.
“O tempo é relativo: às vezes, um simples instante pode carregar mais beleza e felicidade do que a ampulheta do infinito — cabe a nós reconhecer e valorizar isso.”